CLOUD ou ON-PREMISE

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CLOUD ou ON-PREMISE

Por que devo ir para Cloud? Estou na área de TI Enterprise desde 2009, nesta época a pergunta era: Por que devo virtualizar a minha infraestrutura? A pergunta mudou, mas os objetivos são muito semelhantes, porém, com maior abstração da infraestrutura. O Brasil está bem posicionado de certa forma no cenário de investimentos em Cloud pública, sendo classificado pelo Gartner como um país que possui uma boa taxa de investimentos e velocidade de adoção projetada semelhante ao Reino Unido.

Em 2016 eu já tinha feito uma longa pesquisa, cruzando informações de organizações de diversos países com uma empresa de tecnologia do Rio Grande do Sul e durante as entrevistas, surgiram diversos pontos a favor dos ambientes Cloud. Início de 2020, a única coisa que mudou foi a facilidade para adoção de Cloud, a quantidade de fornecedores, a diversidade de serviços, o aumento da qualidade de todos eles e que diversas empresas já nascem 100% Cloud.

A Unirede sendo Partner AWS, principal fornecedor de Cloud do mundo, possui boa parte de sua infraestrutura em ambiente Cloud e todas as suas ofertas de produtos estão na AWS. Assim como a Unirede possui praticamente toda a sua estrutura em Cloud, alguns de nossos clientes também possuem e fomos nós que ajudamos todos eles nesta jornada de migração de On-Premises para Cloud. Afinal, migrar para Cloud não é um processo de pegar tudo o que você tem nos seus servidores e levar para nuvem da mesma forma que está.

A jornada para nuvem a meu ver, é uma viagem sem volta, e para fazer esta jornada o ideal é que você escolha um bom guia. Pois, somente com um bom guia é que você conseguirá usufruir dos benefícios da Cloud. E quais são eles? Diversos! Mas vou falar de alguns em específico:

 

Implementação

Cloud: Tão rápida quanto efetuar uma compra em um e-Commerce. Com os serviços sendo sob demanda, você contrata poder computacional a qualquer hora, podendo não só contratar poder computacional como também licenciamento de uso de software, bases de dados, ambientes para testes e desenvolvimento e tantos outros recursos que os negócios necessitam.

On-Premises: Tudo começa com um processo de especificação, é necessário fazer um bom processo de especificação, afinal, se você comprar algo errado, a mais ou faltando, será dinheiro colocado fora. Após o dimensionamento, você precisa procurar os fabricantes do que você quer comprar. Se for hardware, cotar e comprar para na melhor hipótese, 60 dias mais tarde os equipamentos chegarem. Além disso, receber os licenciamentos de software e fazer todo o setup do ambiente, físico, lógico e posteriores parametrizações para somente após tudo isso, ter o seu ambiente ou aplicação prontos para uso.

Investimento

Cloud: Sob demanda, usou pagou. Não é necessário fazer investimento antecipados ou contar investimentos para o futuro, como por exemplo: recursos computacionais para no mínimo 3 anos. O mais importante do aspecto de ser sob demanda é que o seu negócio crescendo ou retraindo, a sua fatura muito provavelmente acompanhará o movimento.

On-premises: Como mencionei na etapa de implementação, além de um grande planejamento e pagar na frente do uso já uma grande quantidade de dinheiro. Você precisará se preocupar em comprar recursos de sobra, para um período igual ou superior a 3 anos e caso o seu negócio passe por dificuldades, não é possível fazer devoluções de equipamento ou licenciamento.

Segurança

Cloud: Este é um ponto por muitas vezes questionado. Porém, em todos estes anos que atuo em TI, vejo que assim como alguns profissionais deixam seus servidores On-Premises abertos para a internet, os mesmos podem deixar servidores em Cloud abertos também. Como mencionei antes, escolha o guia correto para levar a sua empresa de On-Premise para Cloud. Assim, não terá este tipo de problema. O ambiente Cloud é a oportunidade que pequenas e médias empresas possuem de usar recursos e tecnologias extremamente caras e sofisticadas que antes só eram acessíveis para empresas gigantescas e com investimentos astronômicos. E segurança você pode considerar um destes recursos e tecnologias.

On-premises: Em um ambiente local, você é limitado pelo seu orçamento para adquirir equipamentos e softwares que possibilitem níveis de segurança bons. E considerando que ataques mais sofisticados ou que utilizam altas cargas de tráfego para derrubar o seu alvo, caso o seu orçamento não seja o suficiente para contratar um bom equipamento para segurar este tipo de ataque, infelizmente você será penalizado com indisponibilidade ou falta de performance, e junto com você, seus clientes e usuários. Segue também as mesmas regras de implementação e investimento em On-Premises.

Escalabilidade e elasticidade

Cloud: Dois dos principais benefícios do ambiente Cloud, na minha opinião, são escalabilidade e elasticidade. Pensando recursos para atender a tempos concorridos de mercado e cargas de trabalho sazonais, estas duas características são matadoras. Imagine que você precisa lançar produtos no mercado, você vai estar sempre indo até a sua área de TI pedir para eles comprarem recursos para atender aos requisitos destes produtos? Ou, imagine de a sua área comercial começa a efetuar ótimas vendas que não estavam sendo esperadas, ótimo, não é? Só é ótimo se você possui recursos para atender a estes novos clientes. Ambientes em nuvem são facilmente escaláveis, muitas vezes sem necessidade de aviso prévio. Assim como, se todo final de mês você precisa de mais poder computacional para “rodar a folha” ou outra rotina administrativa, você não precisa estar com servidores dimensionados para o pior caso, eles são elásticos conforme a demanda. Imagine se um e-Commerce precisa-se comprar recursos computacionais pensando sempre no pior caso: Black-Friday.

On-Premises: Estes dois recursos não existem em ambiente On-Premises. Em ambiente On-Premises, para escalar você precisa comprar mais hardware e software, e daí é necessário fazer o planejamento, considerar os prazos de entrega e também o tempo de implementação dos recursos adicionais. Da mesma forma, em ambiente local não existe a elasticidade, você sempre precisa considerar o pior caso possível, e o pior, para no mínimo 3 ANOS! Recursos computacionais On-Premises parados são o novo “estoque”. E você sabe o que é estoque parado certo? Dinheiro parado! Com um agravante, em vários casos você nunca usa tudo o que você investiu.

Custo total de propriedade

Cloud:

Sei que é uma leitura um pouco longa, mas para você que veio até aqui, gostaria de dizer agora um detalhe que eu não comentei antes. Todo o conceito de Cloud está baseado em compartilhamento de recursos. Existirem grandes data centers no mundo, com infraestrutura jamais sonhada por uma pequena e média empresa, com diversos analistas, engenheiros, desenvolvedores e especialista nas mais variadas tecnologias, trabalhando para melhorar os serviços que você utiliza, desenvolvendo melhorias e resolvendo os problemas que todo este ecossistema possui. Você e outros milhões de empresas compartilham toda esta conta, assim, fica barato para todos usarem essa grande estrutura. Você se preocupa com apenas com o que consome e o seu negócio.

On-Premises: Já passei por publicações que mencionavam em horizontes de 3 anos, custos totais de propriedade entre um ambiente Cloud e On-Premises com taxas de mais de 100% para montar o ambiente On-Premises em relação ao mesmo ambiente implementado em Cloud. Mas isso varia muito, dependendo da tecnologia, aplicação ou ambiente, isso possui uma variação muito grande. O que posso dizer é que sempre Cloud se demonstrou mais econômica na hora de avaliar o custo total de propriedade. Existe um gráfico muito utilizado por fornecedores de Cloud, inclusive a Unirede, que coloca diversos custos que devem ser considerados neste cálculo, alguns deles: Hardware, software, colaboradores, implementação, suporte, treinamentos, energia elétrica, refrigeração, obras civis, manutenções, desenvolvimentos, atualizações, integrações, segurança, otimizações necessárias e renovação de todo ambiente no final de 3 anos. Apenas algumas, dependendo do cenário, pode ter mais ou menos fatores.

Administração

Cloud: Extremamente facilitado, nenhum gestor de TI ou analista precisa levantar-se da sua cadeira, entrar em uma sala refrigerada, puxar um servidor em um rack e efetuar upgrades de hardware ou trocas de disco que estão sinalizando pré-falha. Você faz toda a gestão do seu ambiente através de interface web, com acessos direto aos recursos que precisa, com facilidades de construir relatórios de custos identificando as áreas ou clientes para posterior cobrança. Tudo é feito remotamente, com as vantagens de mudanças ou implementações online e com uma rica interface de administração para gerenciar, contratar e controlar custos. Vou falar do monitoramento, não vou deixar este ponto de fora, a maioria dos grandes fornecedores de Cloud possuem monitoramento centralizado de praticamente todos os recursos que oferecem, basta contratar o nosso NOC que faremos todo o controle do seu ambiente por você através de nosso Zabbix e nossos especialistas Cloud. Tanto com a Unirede como com um fornecedor de Cloud, você acabará administrando SLAs.

On-Premises: Dependendo do tamanho e complexidade do ambiente On-Premises, se você não tiver a Unirede como parceiro, possivelmente você nunca saberá tudo o que existe dentro do seu ambiente. Um dos principais problemas de ambientes On-Premises é a falta de visibilidade que a empresa possui do seu ecossistema de tecnologia. E a administração? Se você nem sabe o que tem dentro de casa, como é a sua administração? Com certeza está no seu dia-a-dia efetuar upgrades em servidores ou manutenções que envolvem ficar frente a frente com um rack de equipamentos, diversas interfaces para gerenciar vários equipamentos ou conjunto de equipamentos que podem variar de acordo com o fabricante. Se você quiser distribuir os custos do uso dos recursos computacionais com as áreas que os utilizam, você precisará contratar uma ferramenta para fazer isso, possivelmente ela faça de um escopo bem específico, por exemplo, servidores e seja inviável contratar. Você precisará ser bom em Excel também, afinal, quem consolidará todos os dados da gestão de um parque de TI heterogêneo será você.

Recuperação de desastres

Cloud: Neste ponto, depende muito do ambiente contratado e potenciais serviços. Mas, você já tem condições de contar com estruturas altamente disponíveis e que já possuem diversos mecanismos de redundância já padrões. Nos cenários AWS, você conta com zonas de disponibilidade, e nestas zonas de disponibilidade você estará em um ambiente de no mínimo 3 data centers. E como comentei na parte de TCO, existem já diversos recursos e pessoas trabalhando para ofertar o maior SLA possível.

On-Premises: Em estruturas On-Premises, é caro e complexo implementar ambientes altamente disponíveis, com replicação entre localidades diferentes e assim por diante. Se já não fosse caro preparar a infraestrutura para este tipo de ambiente, como por exemplo: switches redundantes, LACP de fibra com outra região, storage com capacidade de replicação, ambiente virtualizado que possibilite a replicação e a fácil gestão dos recursos. Quando vamos para a parte de licenciamento, tudo o que basicamente está em “cluster” você precisa praticamente licenciar em dobro.

Na pesquisa que fiz em 2016 coloquei outros pontos como: abordagem inovadora, abordagem ambientalmente amigável e compatibilidade entre aplicações legadas e ambientes Cloud, quando o assunto é migrar um ambiente On-Premises para Cloud. A abordagem inovadora é passado, Cloud está aí e é como eu mencionei antes, a meu ver, uma viagem sem volta. Diversas empresas já nascem 100% Cloud.

A questão ambiental, é sazonal, vejo que existem época que ela mencionada bastante e outras épocas ela não é nem sequer lembrada. Este ponto possui bastante relevância para quem possui algum tipo de certificação ambiental ou algum compliance que precisa atender com taxas menores de emissão.

A questão de integração, migrações entre Clouds e migrações de ambiente On-Premises para Cloud eu percebo um movimento muito grande de todos os fornecedores de software, que na época não recomendavam levar aplicações críticas para Cloud, hoje oferecendo as suas aplicações críticas em Cloud. Então este ponto deixou de ser uma preocupação. Os fornecedores de Cloud mantém o mais fácil possível entrar e sair dos seus ambientes. O que de fato, acontece bastante. Vejo várias empresas utilizando os melhores recursos de cada fornecedor específico, não tendo a necessidade de possuir o seu ambiente de TI em um único fornecedor.

Para quem é usuário de SaaS, Software as a Service, existem outras vantagens e a principal delas é estar sempre utilizando a última versão das aplicações. Para os usuários do MyZ da Unirede, o SaaS de Zabbix e Grafana, existe a facilidade de atualizar as suas aplicações em um click! Podendo assim manter-se sempre atualizado e utilizando os recursos mais atuais de ambas as aplicações. Manter isso em ambientes On-Premises geralmente envolve projetos de migração de versão e um time multidisciplinar para não deixar nada dar errado.

Aproveite todas estas vantagens do ambiente Cloud, escolha o guia certo para te levar nesta jornada, de preferência a Unirede, e aproveite um dos pontos que mais gosto, pela perspectiva de gestão: Modelo de cobrança conforme consumo. Comprove a confiabilidade e disponibilidade que ambientes e serviços em Cloud possibilitam.

Trouxe aqui os principais pontos quanto a vantagens na hora de utilizar serviços Cloud. É uma área que está em constante evolução então pontos novos sempre estarão surgindo.

Para os usuários de Cloud, que outros pontos vocês percebem como vantagens da computação em nuvem?

Para os que querem ajuda para migrar para Cloud, converse com um de nossos especialistas!

 

 

Gabriel Pedroso

Gabriel Pedroso

Gerente de Produtos

Profissional com mais de 15 anos de experiência na área de TI, focado em processos de vendas, marketing e produtos. Atua como Gestor de Produtos da Unirede e é o responsável por manter o alinhamento entre portfólio de produtos, necessidades de mercado e tendências.

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